quarta-feira, 6 de maio de 2009

Sobre o Pretérito Imperfeito




Sabe aquela história da música dos Titas:
"Devia ter amado mais, ter chorado maisTer visto o sol nascer" ??

É exatamente a sensação que eu não gosto de ter e o verbo na maneira que eu não gosto de conjugar. Sempre tentei viver meus momentos ao máximo de aproveitamento, desde os tempos de escola, mas só no ano passado uma amiga me definiu de uma maneira que eu nunca tinha pensado que era: Intensa. E sou!

Vivi escola, faculdade, viagens, amizades, tempos de despedida, amores, términos, risadas, lágrimas, tudo ao máximo. Pra não ter a sensação de: "queria ter feito mais tal coisa", "queria ter aproveitado mais", "queria viver de novo". O que passou, passou. Tem coisas maravilhosas, coisas tristes, mas tudo faz parte de mim, tudo é somado e resulta no que sou.

Ultimamente a coisa de não querer deixar passar nenhuma chance que a vida me der, de viver mais intensamente possivel, de querer viver mais do que foi bom e não de lamentar por não ter vivido o suficiente, tem sido muito frequente. Quero tirar todas as fotos que meus olhos virem e as que não tirar, quero guardar pra sempre na memória.

O tempo não volta, todo mundo sabe disso! Mas a maioria das pessoas vive se lamentando por ele. Seja por ter passado demais, seja por estar fazendo uma coisa que queria, mas ter a vontade de fazer outra simultaneamente e isso não é possível.

Eu choro, eu rio, eu amo, eu tenho aversão a algumas pessoas, tudo isso na mesma intensidade, naturalmente.

Eu vou embora do país tendo cada vez mais certeza de ter feito a escolha certa, sabendo que eu to indo ficar longe dos dilemas alheios, das grosserias que não mereço, das faltas de cuidado, vou deixar tudo que não me pertence aqui, vou viver leve lá longe, sentindo apenas o peso da saudade, vou amadurecer um tanto a mais, porque já estou preparada pra isso.

Vou viver sem tempos mortos,
Vou tomar propriedade de mim!!





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