" Quem vive no exterior caminha num espaço vazio acima do solo sem ser a rede de proteção que o país de origem estende a todo ser humano, onde ele tem família, colegas, amigos, e onde é compreendido sem dificuldade no idioma que sabe falar desde a infância" - página 75
ótimo trecho do livro que estou lendo pra começar esse post que é pra falar da saudade de casa.
Ultimamente tenho ouvido que fico muito em frente ao computador e pouco lá fora, que pareço não estar aproveitando o que deveria, mas digo que estou. Aqui se tem muito mais tempo pra viver as coisas do que no Brasil. É tudo menos corrido, o dia é mais longo, as noites são agitadas, tem gente do mundo todo, tem coisas acontecendo na rua, shows, exposições. E as coisas que eu fiz aqui só eu sei, ninguem sabe de tudo, tenho segredos só meus, muitos deles quero compartilhar com determinadas pessoas, outros com ninguém.
Tento dar noticias sempre por achar que quem está longe gosta de recebe-las, mando e-mails, telefono, apareço na internet porque mesmo com um mundo de gente que tem lá fora aqui dentro muitas vezes fazem falta as minhas pessoas queridas e não qualquer novo desconhecido.
Vivo intensamente alegrias, meu agradecimentos, novas pessoas e também minhas saudades, que são enormes. E juro, não é exagero dizer que: troquei meu fígado por um órgão que se chama saudades!