quinta-feira, 16 de julho de 2009

A insustentável leveza do ser


" Quem vive no exterior caminha num espaço vazio acima do solo sem ser a rede de proteção que o país de origem estende a todo ser humano, onde ele tem família, colegas, amigos, e onde é compreendido sem dificuldade no idioma que sabe falar desde a infância" - página 75
ótimo trecho do livro que estou lendo pra começar esse post que é pra falar da saudade de casa.
Ultimamente tenho ouvido que fico muito em frente ao computador e pouco lá fora, que pareço não estar aproveitando o que deveria, mas digo que estou. Aqui se tem muito mais tempo pra viver as coisas do que no Brasil. É tudo menos corrido, o dia é mais longo, as noites são agitadas, tem gente do mundo todo, tem coisas acontecendo na rua, shows, exposições. E as coisas que eu fiz aqui só eu sei, ninguem sabe de tudo, tenho segredos só meus, muitos deles quero compartilhar com determinadas pessoas, outros com ninguém.

Tento dar noticias sempre por achar que quem está longe gosta de recebe-las, mando e-mails, telefono, apareço na internet porque mesmo com um mundo de gente que tem lá fora aqui dentro muitas vezes fazem falta as minhas pessoas queridas e não qualquer novo desconhecido.

Vivo intensamente alegrias, meu agradecimentos, novas pessoas e também minhas saudades, que são enormes. E juro, não é exagero dizer que: troquei meu fígado por um órgão que se chama saudades!

sábado, 11 de julho de 2009

Puta que Paris!!

me refrescando no Louvre.

o primeiro momento diante da Torre.

sem palavras diante do Arco do Trinfo.

Dormir passando frio no aeroporto, quase me perder da Tania (que foi a amiga companheira dessa viagem), demorar três horas pra chegar no albergue por se perder no metro confusérrimo de Paris, comer qualquer tranqueira, carregar malas pesadas, tudo isso foi compensado ao começar a caminhada pela Champs Elysées e ao se dar conta dessa dessa deliciosa experiencia e de ficar embasbacada diante do Arco do Trinfo. E subir os 284 degraus até o topo dele, ir vendo cada canto da cidade lá de cima e depois se deparara com a Torre Eifeel e toda sua força foi de perder todas as palavras e apenas conseguir olhar.

E lá fomos nos em direção a ela, caminhando o que as pernas pareciam não aguentar mais, e a cada esquina uma surpresa, uma novidade, mais uma foto, mais uma surpresa. Chegamos e lá estava ela linda, sendo admirada por centenas de pessoas. O dia indo embora e ela ficando acesa, deitamos na grama pra aprecia-la, depois houve um periodo em que a Torre ficou piscando e como era linda. Eu havia dito que não imaginava a dimensão daquilo tudo antes de ir e acho que mesmo se tentasse imaginar, não conseguiria chegar perto do que realmente é a sensação de estar diante de um monumento desses!!

O segundo dia em Paris foi de ainda mais caminhada mesmo com dores no joelho, mesmo com cansaço acumulado foi aproveitado ao máximo. Visita a Sacre Cquer e mais uma vista panoramica da cidade, caminhada pelo bairro do filme Amelie Poulin com direito a croissant e cerveja Guinness. Moulin Rouge e depois Igreja de Notre Dame de arquitetura gigantesca. Saindo de lá em direção ao Louvre a fome ficou pra depois diante da imensidão desse museu que infelizmente não tivemos tempo de ver as exposições, mas que conhecemos por dentro e por fora ficamos boquiabertas. Quanta beleza, grandeza e arte presente nisso tudo. Antes de entrar no Museu Dorssay, um crepe pra forrar o estomago. E lá eu fiquei passada mais uma vez diante de obras de Monet, Van Gogh, Manet e tantos outros artistas simplesmente fantásticos.

Saindo de lá nosso destino foi novamente a Torre, agora pra subir até o segundo andar, ver tudo lá de cima e depois dar uma descanssadinha básica deitada na grama, molhando os pés no chafariz e curtindo o fim de tarde-começo de noite merecido antes de um ultimo lanche perto do albergue e cama, porque no terceiro dia pela manhã já era hora de voltar pra Barcelona!

E eu que nunca tive a pretenção de conhecer Paris, nunca fiz questão me senti totalmente agradecida por ter tido essa oportunidade e tenho como meta voltar lá ainda mais três vezes antes de morrer! hahahah