Altar Particular - Maria Gadú
Meu bem que hoje me pede pra apagar a luz
E pôs meu frágil coração na cruz
No teu penoso altar particular
Sei lá, a tua ausência me causou o caos
No breu de hoje eu sinto que
O tempo da cura tornou a tristeza normal
E então, tu tome tento com meu coração
Não deixe ele vir na solidão
Encabulado por voltar a sós
Depois, que o que é confuso te deixar sorrir
Tu me devolva o que tirou daqui
Que o meu peito se abre e desata os nós
Se enfim, você um dia resolver mudar
Tirar meu pobre coração do altar
Me devolver, como se deve ser
Ou então, dizer que dele resolveu cuidar
Tirar da cruz e o canonizar
Digo faço melhor do que lhe parecer
Teu cais deve ficar em algum lugar assim
Tão longe quanto eu possa ver de mim
Onde ancoraste teu veleiro em flor
Sem mais, a vida vai passando no vazio
Estou com tudo a flutuar no rio esperando a resposta ao que chamo de amor
quarta-feira, 30 de junho de 2010
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Personare
O que é realmente importante para você, e que deve ser preservado, versus aquilo que não lhe serve mais, ao qual você tem um tolo apego emocional, mas que está na hora de se livrar. O Sol na Casa 8 ilumina e esclarece a respeito do que não lhe serve mais e que precisa ser descartado sem piedade. A Lua na Casa 2 sugere a dor do apego ao que não tem mais funcionalidade em sua vida. É uma fase crítica, mas também libertadora, natural das luas cheias. Admire a Lua Cheia nestas noites, Carolina, e compreenda que ela lhe concede o dom da renovação.
E o novo ciclo confirma exatamente o que eu já estava disposta a fazer. Renovar, terminar coisas, desapegar, escolher o melhor. Além da lua cheia que, já foi companheira no fim do ano e agora volta pra reforçar os pensamentos de mudanças!
terça-feira, 22 de junho de 2010
Insights
E meu horóscopo personalizado avisou há alguns dias que essa é uma fase para ter vários insighs, hoje tive um deles.
Saindo da aula, um vento frio passou pelos meus cabelos. Automaticamente me veio a lembrança disso acontecendo em Barcelona, em pleno verão. Onde cada vento era sentido como alívio diante de uma temperatura tão elevada. E por mais que hoje fizesse frio a sensação de liberdade e leveza na alma foram sentidas mais uma vez.
Me lembrei que no passado, por diversas vezes admirava a paixão pela liberdade que eu via em muitas pessoas. Paixão que eu não conseguia sentir, sempre me vi com uma certa necessidade de estar presa a algo ou alguém e, finalmente caiu a ficha de que isso agora faz parte de mim.
Que não quero amarras a lugares, coisas ou pessoas, por mais que sinta amor.
Quero a liberdade da respiração, do vento que passa entre os cabelos e a solidão.
Quero esses descobrimentos, as mudanças e as conquistas que viso tanto.
Deixar pra trás o que passou e seguir sozinha. Ou não!
segunda-feira, 21 de junho de 2010
"O prazer que meu corpo conhece é o que aprendeu com o teu, e foi esse que o meu corpo ensinou aos outros homens, aos vários em que tentou enganar a tua ausência, ao único que soube contornar a tua ausência para permanecer em mim. (...) Um dia desisti de ti. Tive medo de deixar de fazer parte do mundo, de continuar sozinha contigo, só sexo. Conheci um homem que seria indigno trair, um homem que me seduziu porque era o oposto de ti. E decidi ser feliz."
do livro "Fica Comigo esta Noite", Inês Pedrosa.
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