Às vezes tudo se transforma, tudo se mistura, tudo parece um mar revolto, um verdadeiro maremoto. Ondas fortes vêem de todo lado batendo no coração como se ele fosse a rocha na encosta, dai ele fica apertadinho, contido, querendo explodir, querendo se desintegrar.
Cansada de pensar, cansada de julgar, cansada de tentar achar uma melhor saída, um melhor caminho.
O mar revolto vem parar nos olhos e vira nascente, corredeiras, rios.
A volta que pode ser boa, leve, também pode proporcionar pequenas pedras no sapato que aos poucos se desfazem, mas muitas vezes eu acho que quanto mais tempo a volta demora, mais ficamos distantes da origem. Ou não, ou nos sentimos mais fortemente ligadas à ela, porém como se fosse uma corda grossa, mas macia e larga. Uma corda forte que não machuca, porque não puxa, não prende, apenas se assegura.
Em meio ao maremoto eu quero apenas ser o barco leve do pescador que vai e volta conforme o mar sem perder seu lugar, sem perder sua origem, sem perder sua razão de viver, suas paixões, seu prazer em se sentir totalmente intenso ao estar ao lado daquele que o escolheu!
Um comentário:
Eu posso ser um peixinho louco, que nada e tem sede de chegar ao Oceano, mas mesmo com tanta vontade de voar, se lembra que é peixe, e precisa da água pra viver!
E sempre está no caminho do barco e do pescador para acompanha-lo!
Beijos!
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