segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Às vezes tudo se transforma, tudo se mistura, tudo parece um mar revolto, um verdadeiro maremoto. Ondas fortes vêem de todo lado batendo no coração como se ele fosse a rocha na encosta, dai ele fica apertadinho, contido, querendo explodir, querendo se desintegrar.

Cansada de pensar, cansada de julgar, cansada de tentar achar uma melhor saída, um melhor caminho.

O mar revolto vem parar nos olhos e vira nascente, corredeiras, rios.

A volta que pode ser boa, leve, também pode proporcionar pequenas pedras no sapato que aos poucos se desfazem, mas muitas vezes eu acho que quanto mais tempo a volta demora, mais ficamos distantes da origem. Ou não, ou nos sentimos mais fortemente ligadas à ela, porém como se fosse uma corda grossa, mas macia e larga. Uma corda forte que não machuca, porque não puxa, não prende, apenas se assegura.

Em meio ao maremoto eu quero apenas ser o barco leve do pescador que vai e volta conforme o mar sem perder seu lugar, sem perder sua origem, sem perder sua razão de viver, suas paixões, seu prazer em se sentir totalmente intenso ao estar ao lado daquele que o escolheu!

Um comentário:

Luciana disse...

Eu posso ser um peixinho louco, que nada e tem sede de chegar ao Oceano, mas mesmo com tanta vontade de voar, se lembra que é peixe, e precisa da água pra viver!
E sempre está no caminho do barco e do pescador para acompanha-lo!

Beijos!