terça-feira, 16 de setembro de 2008


"...para aprender que não se morre de intensidade. Morre-se, ao contrário, pelo embrutecimento..."


"... já que não mata, quero despencar de vertigem de dor até o fundo do poço, e quero subir gargalhando até o infinito supremo, e quero me largar nesse amor feito uma canoa no mar, e quero e quero e quero mais. O sentimento intenso te bota no presente com a força de um soco cósmico. É o nirvana, o samadhi, um estado sublime que arranca do todo pra jogar lá dentro do ser. Quando o mundo fica bobo, não é nada mal se jogar assim. Sensações podem ser prazerosas ou ruins e fazem a gente palpitar, mas elas vêm de fora, e por isso os sentimentos a meu ver lhes são superiores, brotam por dentro, e não há um igual ao outro"


Trecho tirado do comecinho do livro "Uma Vida Inventada" de Maitê Proença.


Me identifiquei e me encantou!

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