A vida é assim, leva e traz pessoas pra perto da gente. Pessoas que nem fazemos idéia que viveriamos perto ou que ficariamos longe.
Ultimamente eu, que antes pensava ter vários amigos, tenho me dando conta de que meus reais amigos são poucos. Que a maioria das pessoas só se serve pra tomar cerveja e não pra confiar segredos ou angústias.
Hoje vi fotos dos tempos de colégio, dos de faculdade, lembrei de cada momento daquele como se fosse vivido agora, uma sensação nostalgica, uma saudade boa. Um alivio por saber que vivi intensamente. Risadas soltas, bobagens juvenis, a pessoa feliz que sempre fui, mas que as vezes me esqueço de ser. A menina feliz que as vezes se transforma em velha rabujenta sem saber porque, que quer de volta esse espírito jovem, essas gargalhadas diárias, essas bobagens alegres. E ela ta tentando, ela está se direcionando, mas também precisa ter com quem contar, com quem falar bobagens, com quem chorar se tiver vontade.
A menina quer viver em exctasê, quer gargalhar bem alto pra todos ouvirem, quer ser amiga de todas as horas e quer poder contar também.
A menina quer carinho. Porque ela se sente muitas vezes, apenas uma menina.
(Saudades do Narciso, da Mica, da Konishi, de mim). Fora os tantos outros.
Um comentário:
A saudade as vezes é uma chave para ativarmos totalmente nossa memória, e buscarmos a maior parte das sensações que faltam para completar determinado fato do passado e geralmente ficamos com o sentimento presente e nos sentimos alegres e cheios de vida =)
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